CARLOS ISSA

música lenta

11.07.07 - 11.08.07

“Música Lenta” ocupa todo o espaço da galeria e se divide em 5 partes, Cádaver de Bicho, Precisão de Terremoto, Mono, Mar Conforto e Enguia, com sonorização do artista Rafael Lain. Nos trabalhos, Carlos Issa aborda temas essências da experiência humana no comtemporâneo, tais como: as relações  paradoxais entre o orgânico e o inorgânico, o digital e o analógico, o cheio e o vazio, o veloz e o lento e pricipalmente, o primitivo e o contemporâneo.

Na primeira sala, o artista apresenta Cádaver de Bicho, uma série de impressões  em chapa plástica amarela em uma única cor, o preto. As gravuras são resultado de uma série de desenhos realizados através do computador. Os desenhos representam personagens e situações fantásticas e atemporais.

Logo em seguida, o artista projeta o vídeo Precisão de Terremoto, contra uma parede levemente ilumindada de vermelho, onde durante doze segundos as folhas de uma árvore farfalham ao vento. Nesse caso fica evidente a necessidade de retratar, ainda que através da imagem pixelada do video, um elemento puramente orgânico.

Mono, uma série de quinze pequenas composições que misturam desenho e letraset exposta no corredor da galeria, forma um delicado alfabeto deformado, em que a função primeira das letras se dissolve: a partir de fragmentos de fontes de imprenssa surgem monstros, vermes, peças de máquinas, seres cibernéticos

Na última sala, , o artista coloca em paredes opostas Enguia, umas série de três backlights e Mar Conforto, um gravura digital de grandes proporções, Em Enguia, recombina e cria novas funções para diferentes conjuntos de signos: letras derretidas formam cometas/estrelas cadentes. Já em Mar Conforto, diferente das impressões amarelas da primeira sala que se desenham a partir do traço torto e impreciso, são as linhas retas e a sutil divisão geométrica que se destacam. A interferência sonora, composta pelo artista Rafael Lain, que se espalha por todos os ambientes da galeria, pontua as relações paradoxais propostas por Issa e servem de trilha sonora para uma nova perspectiva de tempo e espaço.           

 

 

 

Carlos Issa vive e trabalha em São Paulo. É o homem por trás do Objeto Amarelo.